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04 de Feveveiro de 2015

Dilma acerta exoneração de Foster

Dilma acerta exoneração de Foster

Brasília (AE) - A presidente Dilma Rousseff vai mudar toda a diretoria da Petrobras. A saída da presidente da companhia, Graça Foster, é questão de dias e está atrelada apenas à aprovação do balanço do terceiro trimestre de 2014 da estatal. Dilma conversou nesta terça-feira, 3, com Graça, durante três horas, no Palácio do Planalto, e comunicou a decisão. O governo procura agora um nome do mercado para substituir a executiva. Dilma quer repetir a solução “a la Levy”, uma alusão ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que era diretor do Bradesco e foi chamado para o governo com a missão de resolver os problemas na economia e acalmar o mercado. Na avaliação da presidente, depois da Operação Lava Jato, que escancarou um esquema de corrupção na Petrobras, a companhia precisa de um nome de peso para limpar sua imagem.

Na lista dos cotados para substituir Graça estão o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o ex-presidente da BR Distribuidora Rodolfo Landim, que trabalhou com Eike Batista na OGX. O problema é que o governo está enfrentando dificuldades para encontrar quem queira ocupar a presidência de uma empresa em crise, alvejada por denúncias de corrupção.

Graça chegou ao Planalto por volta das 15h. Ela foi chamada a Brasília por Dilma para uma conversa sobre a situação da empresa. Ela sofreu forte desgaste político ao divulgar que os ativos da empresa foram inflados em R$ 88,6 bilhões. E sua imagem piorou ainda mais com declarações de que a exploração de petróleo cairá “ao mínimo necessário” e de que haverá corte de investimentos e desaceleração de projetos.

Enquanto ela e Dilma conversavam, a agência de classificação de risco Fitch divulgou o rebaixamento dos ratings de probabilidade de inadimplência do emissor (IDR, na sigla em inglês) de longo prazo em moedas estrangeira e local da Petrobras de BBB para BBB-. A agência ainda colocou todos os ratings em escala nacional e internacional em observação para possível rebaixamento.

Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s afirmou que o rating da Petrobras pode ser novamente rebaixado se a relação dívida líquida/Ebitda da companhia ficar acima de 5 vezes por um período prolongado. A afirmação consta de relatório que visa responder perguntas frequentes dos investidores sobre a companhia. Apesar do anúncio, as ações da estatal disparam 15% na Bovespa, na esteira dos rumores, agora confirmados, sobre a troca da presidência da companhia, e da diretoria. Inicialmente, a ideia era manter Graça no cargo para que continuasse a funcionar como um “colchão”, uma barreira para evitar que crise da empresa atingisse o Planalto e diretamente a própria presidente Dilma Rousseff.

Ainda ontem, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann, negou que tenha sido decidida na reunião, a saída de Graça da estatal. “O que posso dizer é que esta questão não foi decidida na reunião entre ela e Graça Foster”, garantiu Traumann.

Expectativa por mudança eleva ações da empresa

São Paulo (AE) - A expectativa de mudanças na troca de comando da Petrobras impulsionou as ações da estatal, que encerraram ontem com a maior alta dos últimos 16 anos. A saída da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que se reuniu hoje com a presidente Dilma Rousseff, era dada como certa pelo mercado, ofuscando as notícias de rebaixamento do rating (classificação da qualidade de crédito de uma empresa) da estatal, anunciada pela agência de classificação Fitch. As ações preferenciais da Petrobras subiram 15,47%, a R$ 10, atingindo o maior patamar desde 15 de janeiro de 1999, e as ordinárias tiveram alta de 14,23%, a R$ 9,79.

Mesmo sem a clareza sobre quem ocupará a presidência da estatal, o mercado está apostando que a mudança pode representar um “choque de credibilidade” para a companhia, e aguarda o anúncio de um executivo voltado para restaurar a confiança na empresa. Os nomes mais cotados para assumir o comando da estatal são do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e o ex-presidente da BR Distribuidora, Rodolfo Landim, que trabalhou com o empresário Eike Batista, na OGX.

Analistas consultados pela Agência Estado, destacaram que a imagem de Graça Foster está desgastada pelos escândalos de corrupção que ocorreram sob sua gestão, e que a saída da executiva é esperada há algum tempo. “Não se espera a indicação de um executivo com perfil político, mas com o perfil mais empresarial, menos ligado a partidos e com um nome respeitado no mercado”, afirmou o analista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira.

fonte: Tribuna do Norte

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