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19 de Setembro de 2014

Roubo de carros é até 40 vezes maior na periferia de São Paulo

Enquanto no centro, foram roubados em média 30 carros no primeiro semestre, no bairro de São Mateus, na zona leste, foram mais de 1,2 mil.

O Bom Dia Brasil comparou os roubos de carros em diferentes regiões da maior cidade do país. E concluiu que a incidência desse tipo de crime é quase 40 vezes maior nos bairros mais afastados.

Os roubos acontecem a qualquer hora. Cada um tenta se proteger como pode. Os moradores reforçam a segurança das garagens, andam de vidros fechados. Mas não tem adiantado.

Tem hipóteses para esta diferença entre os bairros centrais e os da periferia. A polícia diz que nessas áreas o trânsito não é tão congestionado e os criminosos têm mais rotas de fuga. A diferença nos números é brutal. Enquanto no centro, foram roubados em média 30 carros no primeiro semestre, no bairro de São Mateus, na zona leste, foram mais de 1,2 mil.

Olha o perigo, janelona do carro aberta, ora para fumar um cigarrinho, ora para fazer um vídeo das atrações da cidade. Os carros passando é um festival de vidro abaixado.

Mas apesar dos flagrantes de descuido, a polícia da região da Avenida Paulista registrou no primeiro semestre desse ano 29 casos de roubo de carro. Muito pouco pelo menos se a gente comparar com os números desse do bairro São Matheus, quase no extremo da zona leste de São Paulox. No mesmo período, foram roubados 1,259 mil carros.

Um deles em uma garagem, onde dois ladrões, um deles armado, roubaram uma van. E o pior é que dentro dela, estavam um rapaz e um amigo dele.

“A gente ficou na parte de trás da caçamba e levaram para uma favela que eu não sei aonde é e chegou lá, enquanto eles não acharam o rastreador do carro, eles não liberaram a gente”, afirma a vítima que não quis se identificar.

E o pior é que à luz do dia se rouba tanto quanto à noite em São Mateus. Um lugar onde as casas têm cerca elétrica, os portões têm lanças, os muros têm latidos.

Mas os carros, esses ficam na rua. E nem quem para em uma vaga para trabalhar deixa de estar na mira de uma arma. Só no entorno de um dos maiores hospitais do bairro, a equipe do Bom Dia Brasil encontrou rapidinho cinco funcionários da área da saúde que não quiseram ser identificados e agora estão indo trabalhar a pé.

“Acabou levando o meu carro, os dois estavam armados levaram documento, tudo que estava no meu carro levou embora”, conta.

“O meu marido chegou para me buscar já foi rendido por dois rapazes menores. O outro já sacou para atirar na cabeça dele, aí jogaram ele no chão, ele apanhou bastante e aí foram embora no carro dele”, diz.

“Chegaram dois em um veículo, me abordaram, um desceu, mão armada, colocou a arma na minha cabeça e falou que se eu olhasse para o lado que ele atirava na minha cabeça” relembra.

Diante disso, a pergunta. O que acontece em São Mateus. Com a palavra, a polícia. “Primeiro que é periferia. Infelizmente, a gente tem constatado um número elevado na periferia. Segundo, é uma região onde tem muitas rotas de fuga”, afirma Renato Porto, delegado titular da Divecar.

O Bom Dia Brasil fez um levantamento exclusivo que mostra que os roubos de carros acontecem com muito mais frequência em bairros distantes do centro da capital. Já os bairros da região central têm uma incidência bem menor.

“Eu acho que um dos fatores fundamentais é o desmanche e isso está sendo combatido. Não se esquecendo que a nossa delegacia tem um número reduzido de policiais”, diz o delegado.

O Jabaquara, que está em segundo lugar na estatística, não é considerado um bairro de periferia. Mas, ali tem muitas rotas de fuga, inclusive para rodovias.

FONTE: G1


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